Núcleo de Estudos em Saúde ColetivaUniversidade Federal do Paraná

***** ACESSE AQUI A PESQUISA SOBRE SAÚDE MENTAL COM PROFESSORES DA REDE BÁSICA DO ESTADO DO PARANÁ *****

NESC ganha prêmio de 2º lugar na 14º EXPOEPI

Postado por Marcelo em 17-11-2014 13:01:46 BRST

 

Por ocasião da 14ª. EXPOEPI - Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças, ocorrida em Brasília, de 28 a 31 de outubro de 2014, e promovida pelo Ministério da Saúde, o trabalho intitulado APLICAÇÃO E VALIDAÇÃO DO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DAS INTOXICAÇÕES CRÔNICAS POR AGROTÓXICOS DO PARANÁ ganhou o 2º lugar na Mostra 7 - “Vigilância em Saúde Ambiental e em Saúde do Trabalhador”. O trabalho concorreu com outros dois: “Saúde do trabalhador da construção civil: a experiência de atuação intrassetorial de Botucatu” da Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu/SP e “Priorização de localidades de risco para a vigilância da qualidade da água para consumo humano” da Secretaria Estadual de Saúde do Distrito Federal.

Foram inscritos 700 trabalhos e os 51 melhores foram premiados – o primeiro lugar recebeu R$50.000,00, o segundo lugar R$30.000,00 e o terceiro R$20.000,00.

O trabalho aborda o resultado de um Projeto de Pesquisa e Extensão desenvolvido por equipe de pesquisadores (docentes, estudantes e profissionais de saúde) do NESC, durante os anos de 2010 a 2013, e que deu origem ao Protocolo de Avaliação das Intoxicações Crônicas por Agrotóxicos do Paraná (http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/CEST/Protocolo_AvaliacaoIntoxicacaoAgrotoxicos.pdf).

O trabalho foi apresentado por Yumie Murakami, farmacêutica do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador/Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (CES/SESA) e membro da equipe do NESC autora do trabalho de origem: Prof. Guilherme Souza Cavalcanti de Albuquerque (Dpto. Saúde Comunitária/UFPR), Prof. Paulo de Oliveira Perna (Dpto. Enfermagem/UFPR), Prof. Marcelo José de Souza Silva (Depto. Saúde Comunitária/UFPR), Nanci Ferreira Pinto (CES/SESA), Silvia Eufenia Albertini (CES/SESA), Fernanda Feuerharmel Soares da Silva (acadêmica Medicina/UFPR), Flávio Machado de Oliveira (acadêmico Medicina/UFPR), Jairo Vinícius Merege de Mello Cruz (acadêmico Medicina/UFPR), Luisa Preisler (acadêmica Medicina/UFPR), Juliana Gonzalez Castro (acadêmica Medicina/UFPR), Juliana Midori Ito (acadêmica Medicina/UFPR), Renato Sfolia (acadêmico Medicina/UFPR), Elver Andrade Moronte (médico, SMS Curitiba), Adriana Bender de Moreira Lacerda (Universidade Tuiuti do Paraná ) e Cláudia Giglio de Oliveira Gonçalves (Universidade Tuiuti do Paraná ).

    

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O canto da sereia: as promessas da recém-criada Fundação Estatal de Atenção em Saúde no Paraná

Postado por Marcelo em 21-04-2014 12:16:12 BRT

Causa perplexidade constatar, que depois de tanta corrupção, politicagem e omissão na atenção à saúde, ainda há os que defendam a necessidade de fundações, OS, OSCIP e outros congêneres para gerir o Sistema Único de Saúde.

Por trás de posições deste tipo está uma dada visão (oportuna) de papel do Estado: este não deveria se responsabilizar pela prestação direta da atenção à saúde, mas tão somente intermediar a relação entre serviços de saúde e seus usuários, relação esta que, em última instância, seria deixada à lógica do mercado, fato não explicitamente assumido, mas constatado na prática.

Ora, sabemos que o que sustenta esta posição a aceitação cabal dos princípios neoliberais. Efetivamente, de acordo com a cartilha neoliberal, o Estado não deve interferir na dinâmica do mercado, ao contrário, deve se ater a posições que interfiram o mínimo no incessante jogo de competição na venda de mercadorias, ainda que, no caso, essa mercadoria seja a saúde humana.

Também sabemos que o neoliberalismo, no Brasil, passa a vigorar fortemente a partir da eleição de Collor de Mello, em 1990, e de lá para cá, vem sendo implementado com vigor, até mesmo pelos governos do PT. Tal orientação vem impactando a política pública de saúde desde o seu nascedouro, ou seja, o SUS vem sendo constringido por diversos mecanismos que o impedem de ser, na prática, aquilo que acertadamente está garantido pela letra da lei: a saúde é um direito de todos e um dever do estado prover as condições de vida/trabalho que a promovam.

Temos acompanhado, e sempre com crítica, nos anos 90 e neste início de século 21, as várias tentativas de criação de programas focalistas e compensatórios no campo da atenção à saúde pública, bem como a criação de organizações pelas quais se entrega para grupos privados a responsabilidade da prestação de serviços públicos; tudo isso acompanhado por uma ineficiência do Estado em fazer a tão alardeada fiscalização e auditoria em tais entidades. O resultado não poderia ser outro que os fartos noticiários de fraudes, desvios, omissões e enriquecimento por parte de grupos privados, ou indivíduos isoladamente.

Nesse quadro social, se dá o pior: a quebra da espinha dorsal do SUS, quando os princípios que sustentam sua justa concepção como política pública viram letra morta. No dia-a-dia, a população fica sem direito à universalidade da assistência, à igualdade do acesso e à integralidade da atenção! E o que dizer de outro princípio basilar no SUS, o do controle social? Este deixa de existir, passando a vigorar a força dos interesses mercantis no campo da saúde, ainda que essa perspectiva seja peremptoriamente negada pelos propositores das novas formas de gestão.

No Brasil, não vem de hoje a tentativa de criar fundações de “caráter público” para a assistência à saúde, e contra isso têm se posicionado importantes instituições, entidades e organizações sindicais que se entendem responsáveis pela defesa da coisa pública. Para a comprovação disso, basta consultar as inúmeras publicações e mobilizações organizadas pela Frente Nacional contra a Privatização, disponíveis em sítios eletrônicos. Todo esse movimento de reação não teria o menor sentido se os milhares de cidadãos que dele participam estivessem convencidos - após 22 anos de sua criação -, que o SUS, de fato, não teria viabilidade se assumido diretamente pela ação do Estado. Para melhor ilustrar a luta contra essas pseudoinstituições públicas, veja-se a espetacular reação dos movimentos sociais contra a criação da famigerada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, a EBSERH.

Ora, os grupos oportunistas que endossam iniciativas como a que aprovou, recentemente, a criação da Fundação Estatal de Atenção em Saúde no Paraná, se satisfazem com o argumento de que são patentes as “insuficiências da administração direta no setor saúde estatal”. Nesta lógica, esses grupos invertem completamente o movimento real, pois tomam os resultados como causas, deixando de lado as verdadeiras causas que têm levado às ditas “insuficiências”. Aos os defensores de tais iniciativas é preciso lembrar que o maior problema enfrentado pelo SUS é o seu subfinanciamento, conforme atestam publicações como a que fez recentemente o Conselho Federal de Medicina[1], e os já lembrados trabalhos da Frente Nacional contra a Privatização[2]. E ainda, neste plano, basta lembrar os inúmeros posicionamentos do Conselho Nacional de Saúde contrários à criação de qualquer tipo de fundação ou similares que afastem o Estado da administração direta do SUS. Evidentemente, como pano de fundo de tudo isso, se impõe considerar o colossal desvio de recursos do orçamento geral da união para pagamento da dívida pública que, somente em 2013, se apropriou de R$ 718 bilhões (40% do orçamento), determinando em parte o recorrente subfinanciamento do SUS.

É lamentável, portanto, constatar que muitos dos que se dizem defensores do SUS e de todas as históricas bandeiras do Movimento da Reforma Sanitária de deixem encantar pelo canto de sereias da moda. Ou estarão, longe disso, encantados pelos espaços que neste caos sobrará para eles?

A tudo isso só podemos responder com profunda indignação e lamentar por mais este duro golpe na construção da esfera pública da atenção à saúde, no Brasil.

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Minicurso: O desenvolvimento integral do psiquismo e a saúde coletiva

Postado por Marcelo em 24-02-2014 11:08:46 BRT

Evento de Extensão

Minicurso: "O desenvolvimento integral do psiquismo e a saúde coletiva"

Local: Sala no 2o. andar do Setor de Ciências da Saúde-Centro (Rua Pe. Camargo, 280)

Data: dias 17 e 18 de março

Palestrante: profa. Lígia Márcia Martins, UNESP-Bauru

Evento aberto. A inscrição será realizada na hora e será emitido certificado pela participação.

Programação:


Dia 17
Período da Tarde (14:00-17:30): início do Mini-curso: "O desenvolvimento integral do psiquismo e a saúde coletiva"
Período noturno (19:00-21:30): continuação do minicurso

Dia 18
Período matutino (08:30-11:30): Colóquio sobre o método de pesquisa materialista histórico-dialético.
Período da tarde (14:00-17:30): continuação do minicurso e encerramento.
 

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Pesquisa com professores do estado do Paraná

Postado por Marcelo em 05-12-2013 16:18:00 BRST

Já é possível que os professores e as professores do estado do Paraná respondam a pesquisa intitulada Identificação dos Processos Críticos Protetores e Destrutivos da Saúde dos Professores da Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Para acessar o questionário da pesquisa basta clicar no link localizado na página principal do site do NESC.

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Seminário "Trabalho que Adoece"

Postado por Marcelo em 12-11-2013 17:33:21 BRST

O Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da UFPR (NESC), juntamente com a Associação dos Professores da UFPR (APUFPR-SSind) e o Diesat, promoverão nos dias 06 e 07 de dezembro o seminário intitulado "Trabalho que Adoece".

O evento ocorrerá no campus Jardim Botânico, auditório Gralha Azul, com início na sexta-feira, dia 06, às 09h, contando com representantes das 3 entidades.

As inscrições serão realizadas no evento.

Trabalho que Adoece

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Sistemas de saúde no mundo II

Postado por Marcelo em 04-10-2013 10:31:18 BRT
 
Sistemas de saúde no mundo II
Evento de Extensão Universitária
 
Data: 21/10/2013
Horário: 19h
Local: Sala 1 do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, situada na rua Padre Camargo, 280, 2º andar. 
 
OBJETIVO: Apresentar as principais características dos sistemas de saúde de Egito, EUA, México, Portugal, Venezuela quanto à Universalidade, Integralidade, Financiamento, Relação público-privado e as transformações pelas quais passam na atualidade. 
 
Atividades:
 
- Abertura
 
- Apresentação oral de 10 minutos por palestrante.
 
- Sessão de perguntas e interlocução com a platéia.
 
 
Inscrições no local do evento. Os participantes terão direito a certificado.
 

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Limites do Desenvolvimento Sustentável

Postado por Marcelo em 04-10-2013 10:25:56 BRT
 
Limites do Desenvolvimento Sustentável
Evento de Extensão Universitária
 
Data: 14/10/2013
Horário: 19h
Local: Setor de Ciências da Saúde - Sala 5 - Rua Padre Camargo, 280 (atrás do Hospital de Clínicas)
 
O Prof. Foladori leciona na Universidad Autonomade Zacatecas–México. Possui graduação em ANTROPOLOGIA SOCIAL - Escuela Nacional de Antropologia e Historia (1975), mestrado em Antropología Social - Universidad Nacional Autonomade Mexico (1979) e doutorado em Economia - Universidad Nacional Autonomade Mexico (1985). Tem experiência na área de Ciências Sociais, com ênfase em Sociologia do Meio Ambiente, e Nanotecnologia e Sociedade.
 
Inscrições no local do evento. Os participantes terão direito a certificado.
 

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Sistemas de saúde no mundo I

Postado por Marcelo em 04-10-2013 10:05:59 BRT
 
Sistemas de saúde no mundo I
Evento de Extensão Universitária
 
Data: 07/10/2013
Horário: 19h
Local: Sala 1 do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, situada na rua Padre Camargo, 280, 2º andar. 
 
OBJETIVO: Apresentar as principais características dos sistemas de saúde de Alemanha, Argentina, Cuba, Espanha, Itália e Rússia quanto à Universalidade, Integralidade, Financiamento, Relação público-privado e as transformações pelas quais passam na atualidade.
 
Atividades:
 
- Abertura
 
- Apresentação oral de 10 minutos por palestrante
 
- Sessão de perguntas e interlocução com a platéia.
 
Inscrições no local do evento. Os participantes terão direito a certificado.
 
    

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Novo Site

Postado por Marcelo em 12-09-2013 19:16:49 BRT

Está no ar o novo site do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná.

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